Quando pensamos em expansão internacional de tecnologia, o reflexo natural de boa parte das empresas brasileiras é olhar para os Estados Unidos. Faz sentido: é o maior mercado do mundo, fala a língua dos investidores e domina o imaginário do empreendedorismo tech. Mas essa obsessão pelo Vale do Silício tem um efeito colateral perigoso: ela nos faz ignorar um mercado que, além de gigantesco, é surpreendentemente mais acessível para quem vem do Brasil: o Reino Unido.
E não, isso não é força de expressão. Os números por trás do ecossistema britânico contam uma história que poucas empresas brasileiras conhecem em profundidade e é justamente essa lacuna de informação que vale a pena preencher antes de descartar a ideia.
Um mercado que joga em outra liga (e ainda assim é alcançável)
O Reino Unido não é apenas “mais um mercado europeu”. É o maior ecossistema tecnológico da Europa e um dos três mais valiosos do planeta. Só isso já deveria acender um sinal de alerta positivo para qualquer empresa brasileira pensando em internacionalização. Mas o que realmente chama atenção não é o tamanho, é a maturidade.
Londres concentra o maior volume de capital de risco do continente europeu e abriga uma fatia expressiva dos unicórnios da região. Isso significa investidores experientes, processos de due diligence rodados e um mercado acostumado a validar (e financiar) empresas estrangeiras com bons produtos. Para uma scale-up brasileira que já provou seu modelo por aqui, esse tipo de ambiente pode ser exatamente o que faltava para dar o salto seguinte.
Infraestrutura que sustenta ambição
Um erro comum é imaginar que expandir para fora do eixo EUA-China significa abrir mão de infraestrutura digital de ponta. O Reino Unido desmente essa ideia rapidamente. A cobertura de fibra óptica avança de forma consistente pelo país, a rede 5G já alcança a esmagadora maioria do território, e a adoção corporativa de tecnologias avançadas ( inteligência artificial, big data, nuvem) está entre as mais altas da Europa.
Isso se traduz em algo muito prático: empresas britânicas não precisam ser convencidas sobre o valor da tecnologia. Elas já compram, já implementam e já esperam retorno rápido sobre esses investimentos. Ou seja, o terreno já está preparado para receber soluções inovadoras, inclusive as que nascem no Brasil.
Setores estratégicos que dialogam com o que o Brasil já faz bem
Aqui está talvez o ponto mais interessante para quem lidera áreas de expansão, parcerias ou inovação: o governo britânico não está apostando de forma dispersa. Existe uma estratégia industrial clara, com prioridades muito bem definidas: inteligência artificial, fintech, ciências da vida, energia limpa e cibersegurança, entre outras.
E não é coincidência que boa parte dessas frentes conversa diretamente com áreas onde empresas brasileiras já têm maturidade e diferencial competitivo. Fintech é um exemplo óbvio, dado o protagonismo brasileiro em pagamentos e open finance. Mas cibersegurança, IA aplicada e clean energy também são campos onde o país vem produzindo soluções relevantes — muitas vezes sem enxergar que existe, do outro lado do Atlântico, um mercado ávido por exatamente esse tipo de inovação.
Regulação, incentivos e uma pergunta incômoda
Depois do Brexit, o Reino Unido reconstruiu boa parte do seu arcabouço regulatório com um objetivo claro: continuar sendo competitivo para atrair negócios e talento internacional. Isso inclui incentivos fiscais significativos para empresas de inovação e pesquisa, além de rotas de visto pensadas especificamente para empreendedores e profissionais altamente qualificados.
Some a isso uma rede de apoio para “aterrissagem” de empresas estrangeiras, indo de órgãos governamentais a centros de inovação e aceleradoras. E a pergunta que fica é: por que esse caminho ainda é tão pouco explorado pelas empresas brasileiras?
Talvez a resposta seja simples: falta informação estruturada e confiável sobre como esse mercado realmente funciona na prática.
Informação qualificada muda o jogo
Se este panorama despertou sua curiosidade sobre como sua empresa poderia se posicionar nesse cenário, essa é só a ponta do que existe para explorar.
O Market Guide Reino Unido aprofunda cada uma dessas frentes, do ambiente regulatório aos acordos de cooperação entre Brasil e Reino Unido, e faz parte de um conjunto de conteúdos estratégicos disponíveis para empresas aderidas ao Brasil IT+.
Se sua empresa está pensando em internacionalização para o Reino Unido ou para qualquer outro mercado, vale a pena conhecer o que a adesão ao Brasil IT+ oferece: acesso a este e a outros Market Guides, inteligência de mercado e um ecossistema pensado para apoiar empresas brasileiras de tecnologia lá fora.
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